quarta-feira, 24 de junho de 2026

Sangue na cabeça, vento nos pés

Tudo me subiu 
em ondas rubras.
Como corre o sangue
ao se pendurar de cabeça pra baixo.

Tudo me voltou de súbito,
sem avisar, sem alarde.
Ocuparam-se os cômodos
assim como fazem os fantasmas.

Não foram pedidas palavras,
mas aqui estamos.
Só sentir em sucessão,
em conjunto, ininterruptamente.
Todos sem ordem,
sem preferência.

Não tem gosto de sofrimento.



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