quinta-feira, 23 de julho de 2026

Noites azul-marinho

Tocar em fios do tempo
Escrever sobre memorias inenarráveis
Sonhos estranhos em noites de vento e silêncio

Apenas escrever como se beijasse suavemente o rosto de alguém querido
E falar de sentimentos
E de coisas que acabam
E que começam
E renascem
E se descobrem

Tudo e mais um pouco
Nada e ninguém
A vida, porque se vive
A vida, por quem se vive

Decifrar o mistério em uma busca incessante
E novamente entregar-se a ele

Eu quero que tudo que eu escrevi um dia saia do meu peito
Um longo sopro dos quatro ventos cardeais

Não me digam quem eu sou porque eu não me importo
Que eu seja quem eu sou para cada um e que isso lhes dê o que querem de mim
Se quiserem algo também

Desconsiderei os pontos finais, mas me apoiei nas vírgulas
Há de se respirar um pouco, afinal