Escrever sobre memorias inenarráveis
Sonhos estranhos em noites de vento e silêncio
Apenas escrever como se beijasse suavemente o rosto de alguém querido
E falar de sentimentos
E de coisas que acabam
E que começam
E renascem
E se descobrem
Tudo e mais um pouco
Nada e ninguém
A vida, porque se vive
A vida, por quem se vive
Decifrar o mistério em uma busca incessante
E novamente entregar-se a ele
Eu quero que tudo que eu escrevi um dia saia do meu peito
Um longo sopro dos quatro ventos cardeais
Não me digam quem eu sou porque eu não me importo
Que eu seja quem eu sou para cada um e que isso lhes dê o que querem de mim
Se quiserem algo também
Desconsiderei os pontos finais, mas me apoiei nas vírgulas
Há de se respirar um pouco, afinal