quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Eu nunca mais fui eu

Sinto como se buscasse o inexistente.
A falta muda de rosto,
mas nunca de si.

Um rosto é só uma máscara,
um disfarce temporário
para a falta que persegue.

Eu sou um colecionador de máscaras,
algumas eu arranco à força.
Outras são dadas a mim
como maldições da memória.

A falta mora na memória,
a memória mora na mente
e se alimenta do coração.

Nenhum comentário:

Postar um comentário