segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Temperança

Não há crença na culpa,
eu acredito no desencontro.
Dois caminhos que se tocam
e caminham juntos até onde podem.

O que nasceu e o que foi,
isso é verdadeiro.
Há beleza naquilo que existiu
dentro do tempo que lhe coube.

As suas mãos fechadas
que seguram pesos e faltas,
ilusões de culpa e controle.
Empreste-as para mim por um instante,
deixe que eu te ajude a abri-las.
Para que você solte também.

E que a liberdade te encontre
assim como a brisa toca seu rosto.
Sem pedir passagem,
sem intenção,
sem direção imposta.


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