quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Eu abracei minha mãe hoje e ela me perguntou se tudo estava bem. Tive vontade de chorar, mas eu não consegui. Algumas vezes a água dentro de mim seca. Toda a minha água acaba preservada para sustentar uma pequena muda de esperança no meu peito.
Esperança sem nome, só esperança de estar vivo e não me esquecer. Esperança de não sentir vergonha, esperança de não sentir culpa. Esperança de poder construir, poder compartilhar, de mudar.
Esperança em poder ser gentil. Esperança que os outros possam viver sem se sentir impedidos por qualquer medo que seja.
Esperança em ser forte, continuar forte e poder ser fraco também, vulnerável.
Esperança que eu termine da mesma forma que essa pequena muda dentro do meu peito: uma árvore grande para que todos que eu amo e amei possam se deitar debaixo da sombra da copa e descansar livremente, que seus pulmões se encham de afeto, de paz e felicidade. Que recebam o que precisam, mesmo aquilo que eu não tive.

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