Esquecer é o caminho mais fácil para uma cura "rápida". Talvez, por isso, não seja o melhor.
As feridas abertas nos propelem no futuro para os mesmos erros quando não cuidadas. Eu olho para mim mesmo agora e vejo as mesmas feridas de antes, abertas novamente junto de algumas novas. E eu poderia esquecer tudo mais uma vez, seguir em frente e virar um refém do acaso.
Nós vamos ser confrontados por outros ou até por nós mesmos quando menos esperamos, e as costuras podem se arrebentar mais uma vez. Claro, podemos esquecer de novo e seguir vivendo, como já fizemos tantas vezes antes. Mas por quê?
Dói, bastante, e não deixar o esquecimento tomar conta às vezes me joga de volta para o lugar de abandono, perda, tristeza, entre tantas outras emoções "ruins". Tenho começado a sentir lampejos de raiva, e eu vou senti-la. Mas eu olho para ela e tudo que vejo é uma criança que precisa ser acolhida, um pequeno monstro que não sabe o que faz. Porque eu também não sei ainda.
Eu sei que cada passo a frente que eu dou, um peso sai das minhas costas, porque sei que não serei a mesma pessoa quando estiver naquele mesmo lugar outra vez. Isso ainda não é o suficiente para que me sinta bem, mas no longo prazo sei que vou estar a quilômetros de distância do ponto de partida. E há muito pelo caminho para descobrir.
Hoje acordei me sentindo estranho, uma angústia, uma ansiedade talvez. Mesmo indo dormir me sentindo bem no dia anterior. Acho que o coração ainda sente, mesmo que a mente não entenda. Talvez esteja sentindo muito a sua falta, especialmente nesses dias de tanta chuva.
Talvez eu deva deixar chover por dentro e pelos meus olhos também.
não para odiar, mas para "lutar contra o morrer da luz".
Para não viver com medo deste dia
que tantas vezes já se foi,
mas viver com a esperança
dos novos que virão.
“Every time we make the decision to love someone, we open ourselves to great suffering, because those we most love cause us not only great joy but also great pain. The greatest pain comes from leaving. When the child leaves home, when the husband or wife leaves for a long period of time or for good, when the beloved friend departs to another country or dies … the pain of the leaving can tear us apart.
Still, if we want to avoid the suffering of leaving, we will never experience the joy of loving. And love is stronger than fear, life stronger than death, hope stronger than despair. We have to trust that the risk of loving is always worth taking.”